segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

ALGUMAS PERIPÉCIAS NA ESCOLA DO GAMA/DF.

 

"NO COADOR É MAIS GOSTOSO”!!!

            Na hora do intervalo (o tchê diz: na hora da merenda, ou hora do recreio), os colegas sempre estão sacaneando uns aos outros, especialmente às segundas e quintas, quando o time do colega perde. Aí saiam de perto, é “bullying” coletivo, mas nem se percebe!!!  Com o Tchê não é diferente.  Ele nem percebe que os colegas o “bolinam o tempo todo”, e quase todos os dias. Outro dia um colega perguntou ao Tchê por quê os gaúchos não tomam café solúvel? Na maior inocência o gaúcho respondeu que não se tem esse costume lá no sul e deu uma lição de preparo dessa bebida nacional. O Tchê explicou que  quase sempre se prepara o café na chaleira ou no bule, que nem se lembrava mais quando foi a última vez que viu café solúvel na vida. Aí teceu uma série de maneiras de passar café na Campanha, quando se tem poucos recursos: “se esquenta a água, quando começa a chiar a água se põe o pó, quando ferve, põe um tição ou põe água fria no bule, ou chaleira, ou na cambona e o pó do café vai para o fundo da vasilha, ficando sem borra em cima. Aí esse colega pergunta a ele se ainda passa café desse jeito, ele responde que não, que na cidade se passa café no coador.  Sorrindo, o colega volta a perguntar: por que os gaúchos não usam café solúvel? E emenda: “porque no co-a-dor é mais gostoso, não é?” Sem comentários, só depois disso que o tchê se deu conta da sacanagem que o colega fez com ele. Ele chegou a soltar a xícara do café para não derramar, de tanto rir. O Tchê disse que levou 66 anos para descobrir o real motivo de não tomar outro tipo de café?!!! Só toma um pretinho passado no saco, porque no “cu-a-dor é mais gostoso”!!! Kkkkkkkkkk!!
    Até a próxima história.

   
                                     “VAMOS COMER UMA PAMONHA?”

       O Tchê me contou uma história que até eu fiquei arrepiado.  Ele disse que assim que chegou no CEM 3 era  inexperiente e tinha um vocabulário muito restrito ao seu Estado Natal, o RS.  Aí o seu colega CW (nome fictício para evitar constrangimentos) o convidou para “comer uma pamonha!”.  O Tchê era casado, o colega que o convidou, também; então porque aquele convite inesperado????!!!  Ele disse que na hora passou mil pensamentos pela cabeça dele e ficou imaginando: aquele colega parecia ser uma pessoa normal, bem apessoado, boa aparência, parecia até rico, pois possuía carro e Ap; então porque  “uma pamonha??!!!”  Assim que o choque passou ele respondeu, vamos! Aí o CW complementou: qualquer hora dessas vou  te levar para “nós comermos aquela pamonha! Tchê”!  Ele disse que alguns dias se passaram e deu o acaso dos dois terem uma tarde de folga e o CW refez o convite: e aí Tchê, amanhã vamos comer uma pamonha?  O Tchê disse que sim e no dia seguinte se arrumou todo, se preparou,tomou banho e até botou perfume, afinal, para ele comer fosse lá o que fosse ele ia para uma solenidade.  Entraram no carro do CW (os dois num carro só) e saíram.  Ele disse que de cara já estranhou o trajeto, pois foram na direção do Comércio, no Setor Central e ele tinha ouvido falar o nome de “Kilômetro Sete" e imaginou que fosse noutra direção... Outro monte de pensamentos e conjecturas.... Eles foram...  Ele me disse que já tinha ouvido falar “em casas de massagem” e se perguntava: “será que lá eles contratam pamonhas???”  Os pensamentos a mil...  aqui, acolá o papo fluía, afinal não podia atrapalhar o colega na direção do carro, quando pensa que não... O CW parou o carro numa quadra comercial e ao atravessar a rua o Tchê leu uma placa bem grande: “Pamonharia!!!”           Ele disse que nunca contou a ninguém essa história para não cair no ridículo, afinal até então ele não conhecia essa deliciosa comida e “pamonha, para ele, é uma pessoa boba, sem atitude, abobalhada, besta....”

ALMOÇO DE FIM DE ANO

            Assim que o Tchê iniciou a trabalhar no CEM 3 do Gama, ele percebeu que os colegas eram muito unidos e muito festeiros, tudo era motivo para se  realizar festinhas de aniversários, almoços e jantares, especialmente as recepções aos novos colegas e aos  aniversariantes, às vezes do mês, às vezes do bimestre... Os presentes aos recepcionados (recém chegados à escola) eram os mais inusitados.  Coisas de baú mesmo! Imagine você chegar ao emprego novo e nos primeiros dias receber de presente um urinol, o popular ‘pinico alouçado’!?!?!?   Alguém imagina um objeto destes em uso???  Ou um motoqueiro entregar em tua casa ‘os ossos de uma perna de boi’, sem carne??!!! Só o osso mesmo e com as boas vindas dos novos colegas??!!   

            Ao final do ano eles “fizeram uma vaquinha para um almoço de encerramento de Ano Letivo”.   O Tchê compareceu a caráter, todo fantasiado de gaúcho, com a família e os filhos, que eram pequenos. Sotaques e culturas diferentes eles foram atrações. Na hora de se servirem, alguns colegas iam se servindo e nomeando os alimentos para os gauchinhos do Tchê. Alguns não pertencentes à culinária gaúcha, como o ‘arroz com piqui’!!! Na hora que um colega disse: “ô gauchinho, olha aqui, isto é churrasco, viu?”  Na lata o filhinho dele respondeu: “eu sei! Eu conheço! Lá na minha avó tem!!!”  

Pronto!!! Foi a apresentação do Tchê. Dali em diante o Tchê  começou a ficar famoso! Na casa da avó tinha churrasco, na casa dele não!!!  Esta é mais uma das muitas histórias ocorridas com o Tchê no CEM3 do Gama.   

"VAI NA BR"

       Nós tínhamos  um colega de trabalho no CEM3 (ele foi para outra Escola), o Félix  (fictício é claro, vai que me processa por usar o nome verdadeiro, sem autorização) não me lembro bem se ele é Sociólogo ou Filósofo, mas era muito bom observador.  Vivia dando conselhos  aos colegas nervosos, estressados, irrequietos, brigões, portadores de "TOC", de "TDHA" etc...  .  Ele vivia repetindo o jargão: “vai na BR!" Arranja uma companhia e por 'um e noventa e nove' você volta bem sereno e calminho amanhã!  Como ele sempre reforçava e repetia este conselho, nosso colega "Tchê" resolveu tirar 'a prova dos nove', como se diz, para ver se era verdade mesmo (não que ele tivesse algum dos problemas citados, segundo ele mesmo).   Resolveu abordar uma garota na beira da pista (na BR). Nessa época ele possuía uma Chevrolet Caravan antiga, ano 78, mas carinhosamente ele dizia que tinha uma "D 20" (anos de uso, claro) e a DF 20 (280) e a BR 40 era o caminho diário dele, pois nessa época ele morava (como ele dizia, se escondia) numa chácara no Jardim Ingá, um bairro de Luziânia, município no Entorno Sul do DF.   Ele nos contou que ao parar a camioneta, a garota deu uma  olhada por dentro e por fora da Caravan e, antes que ele falasse alguma coisa, ela disse: “você não tem dinheiro que me pague!”   Pelas palavras ditas pela garota, ele disse que se olharam um pouco mais, mas sw despediu e foi embora meio chateado, cabisbaixo por parecer tão pobre sob os olhos daquela moça, um pouco triste e foi para casa pensativo, mas.... a vida continuava.   No dia seguinte contou aquele episódio para nós, os colegas dele. Aí o Félix perguntou a ele: “mas quanto ela queria te cobrar, "Tchê"?” Ele respondeu: “Não tive coragem de perguntar o valor do programa com ela, já que a primeira coisa que  ela disse que eu não tinha dinheiro que a pagasse... vai que ela me cobrasse uns dez ou vinte, né??!!!”

Até a próxima história ocorrida no CEM 3 do Gama.    

 


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