sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

NOS LENÇOIS O TCHÊ DEICHOU DE SER MACHO...

 

NOS LENÇÓIS, O TCHÊ DEIXOU DE SER MACHO!


            Nas últimas férias o Tchê disse ter feito uma loucura, foi atrás de um sonho de muito tempo. Queria dormir nos Lençóis Maranhense e lá se foi, mas não pode ir de mala e cuia, como é da tradição gaúcha, porque no avião não podia levar nem a bomba (achariam que é terrorista) e nem a erva boa (achariam que é traficante) do contrário nem o deixariam embarcar no avião e, até provar, que era só para poder tomar seu chimarrão diário, já estaria preso! Na viagem conheceu vários lugares como a Capital São Luís e sua parte histórica. Visitou também São José de Ribamar, que para ele faz parte da Grande Capital, além de Alcântara, a única base de lançamento de foguetes no Brasil, mas outra decepção: além de não poder entrar, não pôde filmar, nem sequer tirar uma foto e nem uma selfie sob ameaça de ficar preso ou perder o celular (a câmara)! A Alcântara Histórica é de dar dó (assim como na Capital)! Está tudo desmoronando, indo abaixo pelo tempo ou pela própria natureza! Muito diferente de uma nação baseada na educação, que preserva os prédios antigos para atrair turistas de todo mundo para o que é visível e não para ver a destruição! Visitou também Barreirinhas (porta da entrada, onde satisfez seu sonho de dormir nesses Lençóis) e de lá fez as excursões para as visitas, pelo Rio Preguiças, via lanchas. Na embocadura do rio está a Praia de Vassouras, andou de quadriciclo e que coisa de louco, ele disse ter visto os miquinhos (macaquinhos, saguís) atacando as pessoas que estivessem com algum alimento nas mãos para tomá-los e fugir entre as árvores da floresta! Nos Lençóis propriamente, onde foi em grupo, em excursão, dessas do tipo safári, ele também ficou impressionado: os ventos sopram carregando a areia constantemente, que forma as dunas e, no final, a areia forma uma ribanceira abrupta, de dar medo de cair e no fundo desta um lago de águas azuis. E isto quase sempre da mesma maneira: uma duna, uma ribanceira, um lago. Parece que não tem mais fim! O guia falou que nesta época das chuvas (ele visitou em junho) os Lençóis formam em torno de cinco mil lagos!!! O guia disse também, que as dunas (areias) avançam em torno de quinze metros sobre a floresta anualmente. O Tchê também ficou impressionado ao observar o final das dunas onde as areias vão cobrindo a floresta, as árvores verdes vão sendo cobertas constantemente, formando verdadeiras montanhas, com vários metros de altura do chão até o alto da duna!!!

O Tchê ficou maravilhado com tudo o que viu e ouviu a não ser por uma visita aos pescadores. Eles informaram que as marés sobem por seis horas e descem nas outras seis horas, num movimento constante! Mas que o deixou de cabelo em pé ao conversar com esses pescadores foi o fato deles relatarem a maneira de pescar. Na maré baixa eles enfiam o braço na toca dos caranguejos e tem tocas tão fundas que vai o braço todo, até o ombro e, ainda tem de ver se é fêmea ou macho. As fêmeas eles tem de soltar para que haja novas gerações. Aí veio o medo do tchê nos Lençóis: os pescadores disseram a ele: “aqui a gente só pode pegar e levar para comer se for macho!!!” Foi aí que o Tchê respondeu: “mais báh, até ontem eu achava que era macho, mas agora tenho certeza que não sou mais macho”!!!     Até a próxima desventura!    darcipi.


O SONHO (OU PESADELO) 

    

        As minhas mãos espalmadas e geladas, ao meu lado esquerdo sentada numa cadeira giratória a mulher mais linda e sorridente que conheço, suas coxas lindas, lisinhas e coradas, levemente cobertas pelo vestido solto, colorido e levemente transparente.  Nós dois sentados lado a lado e de repente ponho a mão sobre sua grossa coxa e, para surpresa, o formato da mão ficou gravada. A imagem na pele altamente arrepiada, o giro da sua cadeira e a fuga rápida, chamou minha atenção e de outras pessoas, que repentinamente surgiram. Aparentemente estávamos sós e como surgiram tantas pessoas estranhas ao nosso redor? Por quê ela fugiu apavorada? Pelo menos olhou para trás e, quando ela me olhou, eu acordei! Foi um sonho? Ou um pesadelo? 
     Alguém saberia interpretar este enigma para mim? Rsrsrsrsrsrsrsrs


O CORTE DE CABELO


            Cortar o cabelo é como um ritual e envolve certa amizade e confiança entre o cliente e o barbeiro.  Como estava há pouco tempo no Rio e não conhecia nenhum, perguntei a um carioca vizinho, onde ele cortava e me levou na barbearia do conhecido dele.    O cara parecia bom mesmo, pois a barbearia estava lotada.  Pacientemente esperei, mas não parava de chegar mais gente.   Quando chegou a minha vez ele abriu a conversa dizendo que o cara  que me levou lá era cliente dele de muito tempo.  Após o “quebra-gelo” ele me perguntou que corte eu queria?  Eu perguntei qual seria o melhor?  Ele respondeu: tem o “tradicional”; “à máquina”; “à tesoura”, “cadete”; e foi desfiando um leque de modelos e maneiras de cortar o cabelo....  Eu então, na maior inocência, achando que ele estava falando sério, caí na asneira de perguntar como era o corte “tradicional”?     Olha, é uma coisa inacreditável, mas tava todo mundo prestando atenção à nossa conversa.... e a resposta foi:  Gaúcho, o tradicional é “dois a quatro em cima e pica atrás”!!!...   Pergunte se eu voltei lá!!!???   Aquele miserável....  

SERVIR O PEIXE


            Ir à feira aos finais de semana parece um ritual para os cariocas e como estava lá resolvi acompanhar uns conhecidos.  O meu vizinho conhecido como Máximo  (era o nome de guerra dele, como a pessoa é conhecida), me convidou para acompanhá-los.   O interessante no Rio de Janeiro é que se você é conhecido ou amigo de um só, você é amigo de todos, e de toda a cidade.... nunca tinha visto nem experimentado nada igual em toda a minha vida....  Aprendi com eles que a melhor hora de ir à feira era “na hora da xepa”, quando os feirantes estão no final do estoque e loucos para se livrarem das mercadorias, aí se negocia tudo aos montes por baixo preço....    nas feiras do peixe, a impressão que eu tinha era que tudo tinha sido pescado na noite anterior.  O Máximo me sugeriu comprar um peixe para o almoço. Os feirantes  já descamavam e limpavam na hora, ou seja, vendiam o peixe limpo.  Escolhi um bem grande com a ajuda dos outros. Levamos para a casa do Máximo e a esposa dele o preparou.    Bem a peixada ficou pronta e fomos para a mesa almoçar...  a surpresa ficou para a hora de servir... o amigo então falou: “pessoal, agora vamos ser servidos pelo gaúcho:   ele chupa a cabeça e dá o rabo para os outros”....
            Os cariocas são muito amigos.... mas, para sacanear com a gente.... tão sempre prontos também!!!         Abraços a todos.  darcigpi.

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