quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

PENA DO RABO ...e outras desventuras...

PENA DO RABO!!

            O Tchê contou para nós, que por brincadeira, uma piada se tornou realidade. Ele disse que carrega na carteira de documentos a pena do rabo de um galo, porque todos sempre pegam no pé dele. E, além de mostrar, tem de justificar: “quando eu era jovem, como vocês, eu não tinha pena do rabo, mas agora eu tenho!” Rsrsrsrsrs! darcigpi.


      A PRIMEIRA VEZ DE “UM GO GO BOY”

O Tchê me contou uma história que eu fiquei abismado, pois nunca imaginaria que ele tivesse cara ou jeito de um “GO GO BOY”, para nós brasileiros: garoto de programa (gp). Mas vamos a mais esta desventura ou mais uma das peripécias dele.  Ele me contou, que quando ainda era solteiro, ele se mudou para o Rio à procura de vida melhor.  Quando lá chegou, o dinheiro não era fácil, então em conversa com alguns cariocas, que moravam perto dele foi que o Max deu a ideia e ensinou como ganhar algum dinheiro rápido.   Max (era o nome do amigo que deu todas as dicas e indicou ao Tchê o caminho das uvas, ele podia escolher entre a Central do Brasil ou a Cinelândia, aonde ele conseguiria algum dinheirinho descomplicado, rápido e fácil, até conseguir um trabalho permanente.  Para se ter uma melhor idéia, esses locais se assemelham ao Conic, em Brasília. De posse dessas informações e necessitando de grana para poder se manter, ele foi para a Estação Central, à noite, e tomou posição na frente de uma grande Avenida.  Em seu primeiro encontro, um brutamonte (ele me disse que o cara era enorme, grandão e corpulento) se aproximou num carrão, desceu, cumprimentou-o e apalpou seu corpo quase inteiro, especialmente na área da cintura, como se estivesse procurando alguma arma.  Como o homenzarrão se conscientizou que ele estava desarmado, então foram para o carro. Conversaram sobre muitas coisas, tais como o valor, as condições gerais, o retorno....  eo tempo foi passando...  quando se deu conta, já estavam no apartamento do cara, perto da Avenida Brasil, o Tchê acha que foi lá pelo 20º andar.   Disse ainda, que a grande surpresa ficou para a última parte do acerto, quando eles já tinham até tomado umas e banho aí ele ouviu o grandalhão comentar que com ele “o programa era meio-a-meio!" ....
Toda vez que eu pergunto ao Tchê, já que todos querem saber: como foi o programa, o que aconteceu lá? E aí? Foi fato ou foi ficção???   Bem, o Tchê nunca confirmou nem desconfirmou sua “emocionante desventura” (palavras dele), mas sempre repete: “Bueno tchê, sobrevivi àqueles maus tempos”... Nos vemos na próxima desventura...        darcigpi.


UM ALMOÇO INTERNACIONAL...


Quando o Tchê morou no Rio de Janeiro e ainda não tinha um trabalho permanente ele sobrevivia fazendo alguns trabalhos pouco exigentes, às vezes, ele era convidado até para fazer alguns programas, pois conseguiu alguns clientes e estes iam passando a outros e formavam uma corrente de conhecidos.  Ele me disse que em certa ocasião foi convidado por uma mulher bonita (não disse o nome dela – top secret) para a acompanhar em uma viagem de avião, até Buenos Ayres, a capital da Argentina. Foi a primeira vez que ele fazia um vôo, especialmente internacional e ainda foi pago para essa extraordinária aventura!!! No entanto, se tornou mais uma desventura como vamos descobrir nesta descrição! Sua companhia lhe deu permissão para que ele assumisse o controle, como se ele fosse muito importante.   Eles foram almoçar em um restaurante famoso na Calle Florida, centro da cidade.  Sentaram-se e o garçom trouxe o cardápio. Como foi sua primeira viagem internacional, em um país desconhecido, ele optou por uma comida trivial e a sua senhora concordou com arroz, feijão, salada e bife e, como o garçom tinha retornado, ele comandou: Traga-nos duas refeições com dois bifes, por favor!  Assim que ele terminou de pedir o garçom perguntou surpreso: dois almoços e dois bifes??!! O Tchê em sua inocência confirmou: "Sim, um para mim e outro para a minha companhia!?” Ele disse que quando fez a confirmação, todos no restaurante olharam para sua mesa, mas ele não conseguia entender o motivo do choque aparente com o pedido.  O garçom começou a servir a comida na sua mesa, mas quando ele trouxe os dois bifes.... Foi aí que ele percebeu o seu erro.   Ficaram envergonhadíssimos!!!   Ele me disse que não sabia onde enfiar a cabeça, onde se esconder!   Imagine isso: cada bife tinha pelo menos cinco centímetros para fora, em cada lado de seus pratos e de dois a três centímetros de altura! Você ficou incrédulo com esta descrição??? ... imagina quem estava lá com ele e os outros clientes do restaurante!!!???  O Tchê disse: "Oh, meu Deus!!! Foi inacreditável!!! Nós só conhecíamos o bife brasileiro, que é um pedaço de carne e não é maior que a palma da nossa mão! E o bife argentino???? É difícil até de imaginar como uma pessoa normal possa comer um bife inteiro!!!???   Ele disse que esse foi o almoço mais vergonhoso e intragável que teve na vida.  Sua companhia???   Continuaram na cidade por uma semana, e quando eles voltaram para o Rio, nunca mais o convidou!!! 
Esta foi mais uma desventura do Tchê, só que internacional!!!! Rsrsrsrsrs!   darcigpi.

SERVIR O PEIXE


            Ir à feira aos finais de semana parece um ritual para os cariocas e como estava lá resolvi acompanhar uns conhecidos.  O meu vizinho conhecido como Máximo  (era o nome de guerra dele, como a pessoa é conhecida), me convidou para acompanhá-los.   O interessante no Rio de Janeiro é que se você é conhecido ou amigo de um só, você é amigo de todos, e de toda a cidade.... nunca tinha visto nem experimentado nada igual em toda a minha vida....  Aprendi com eles que a melhor hora de ir à feira era “na hora da xepa”, quando os feirantes estão no final do estoque e loucos para se livrarem das mercadorias, aí se negocia tudo aos montes por baixo preço....    nas feiras do peixe, a impressão que eu tinha era que tudo tinha sido pescado na noite anterior.  O Máximo me sugeriu comprar um peixe para o almoço. Os feirantes  já descamavam e limpavam na hora, ou seja, vendiam o peixe limpo.  Escolhi um bem grande com a ajuda dos outros. Levamos para a casa do Máximo e a esposa dele o preparou.    Bem a peixada ficou pronta e fomos para a mesa almoçar...  a surpresa ficou para a hora de servir... o amigo então falou: “pessoal, agora vamos ser servidos pelo gaúcho:   ele chupa a cabeça e dá o rabo para os outros”....
            Os cariocas são muito amigos.... mas, para sacanear com a gente.... tão sempre prontos também!!!         Abraços a todos.  darcigpi.





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