A Problematização da Aprendizagem entre Gerações e Tecnologias.
Escrever sobre Educação é bastante complexo, envolve
muitos segmentos, diferentes pontos de vistas e várias técnicas de ensino e
aprendizagem. Se levarmos em consideração o avanço tecnológico sobre as gerações,
a contar da chamada “baby boom” (década de 1920), passando pela geração Y (1970
a 1990), a “Z” (até 2010) e Alpha
(atual), percebemos que cada uma assimilou um pouco da anterior, uma vez que a
cultura exerce forte influência sobre o desenvolvimento social e pessoal e, é a
partir dela que o professor distingue a individualidade de cada discente e pode
aplicar o conteúdo de forma a atender a todos, respeitando o tempo de cada um. A
maioria das aulas ainda é centralizada no modelo pedagógico expositivo, onde o
professor detém o conhecimento e o discente é apenas um ouvinte, mas a própria
LDB estimula o uso das tecnologias, desde que de forma segura e em respeito aos
alunos que já trazem seus diferentes conhecimentos e valores, do quotidiano.
As tecnologias começaram a invadir as salas de aulas e os
professores não tiveram outra opção a não ser adaptar-se aos novos métodos de
ensino e aprendizagem. Apesar de alguns ainda adotarem as metodologias
tradicionais e a grande maioria das escolas não terem acompanhado a evolução
contemporânea, principalmente por falta de recursos, pela falta de
investimentos e até mesmo desinteresse do Estado. Existe também o fato da pouca
acessibilidade às tecnologias por parte da sociedade, que dificulta cada vez
mais a evolução da modernização do ensino-aprendizagem. Enquanto isso, os
professores têm de se dividir entre a educação presencial, tecnológica e aos livros
didáticos para atender a um público diversificado onde uns tem acesso a essas
tecnologias e outros não, da mesma forma que alguns professores se especializam
e outros não. Isto envolve vários fatores, como a falta de recursos, estímulos
e, até mesmo tempo e vontade de evoluir, levando em conta a contemporaneidade
as Instituições de Ensino e os professores precisam de especialização para
conseguir a tão almejada evolução educacional.
Do visto nos artigos apresentados e da experiência
adquirida ao longo da minha geração posso testemunhar a extensa evolução tanto
humana quanto tecnológica. A humana, principalmente pela migração do homem do
campo para as cidades e a tecnológica pela facilidade e variação tanto de
equipamentos quanto industrial. Apesar da falta de investimentos por parte do
Estado, principalmente nos países mais pobres, a sociedade sentiu a necessidade
de acompanhar e a buscar cada vez mais conhecimentos e escolaridade. Até a
geração Y era pouco necessário o acesso à tecnologia existente. O início da
geração Z já prescindiu mais por este avanço e nos tempos atuais, a “Alpha”,
tem o privilégio de desfrutar deste avanço desenfreado dessas novas tecnologias,
que impacta em novos desafios educacionais, que por variados motivos não tem
condições de acompanhar totalmente este salto tecnológico.
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